Provão Eletrônico

Plataforma digital de avaliação para o programa supletivo do Amazonas

Plataforma digital de avaliação para o programa supletivo do Amazonas

Papel

UX/UI Designer

Contexto

Projeto de consultoria para startup de bioeconomia

Ano

2018 - 2019

Duração

6 meses (descoberta à entrega completa)

Redesenho completo do processo de avaliação do programa supletivo estadual, reduzindo o tempo de resultado de provas de meses para 30 minutos e expandindo o atendimento para +2x no Amazonas.

Redesenho completo do processo de avaliação do programa supletivo estadual, reduzindo o tempo de resultado de provas de meses para 30 minutos e expandindo o atendimento para +2x no Amazonas.

O que você vai ver nesse case

Nesse projeto você vai me ver trabalhando em várias frentes.

Levantando requisitos e entendendo um processo complexo

Vai ver eu e a Bruna fazendo pesquisa de campo para entender as dores reais.

Também vai me ver facilitando sessões de planejamento estratégico

Lidando com restrições pesadas de tempo e orçamento

Tomando decisões difíceis sobre o que entra e o que fica de fora do produto.

Trazendo usuários e gestores para dentro do processo de criação

Testando protótipos aprendendo com os erros e desenhando interfaces que precisava funcionar para pessoas com pouca familiaridade com tecnologia.

Nesse projeto você vai me ver trabalhando em várias frentes.

Levantando requisitos e entendendo um processo complexo

Vai ver eu e a Bruna fazendo pesquisa de campo para entender as dores reais.

Também vai me ver facilitando sessões de planejamento estratégico

Lidando com restrições pesadas de tempo e orçamento

Tomando decisões difíceis sobre o que entra e o que fica de fora do produto.

Trazendo usuários e gestores para dentro do processo de criação

Testando protótipos aprendendo com os erros e desenhando interfaces que precisava funcionar para pessoas com pouca familiaridade com tecnologia.

Navegando em águas misteriosas

No fim, o que eu quero mostrar aqui não é só tela bonita, mas como navegamos em um contexto cheio de desafios e entregou uma solução que tá rodando até hoje impactando milhares de pessoas.

No fim, o que eu quero mostrar aqui não é só tela bonita, mas como navegamos em um contexto cheio de desafios e entregou uma solução que tá rodando até hoje impactando milhares de pessoas.

Por dentro do assunto

Por dentro do assunto

Em 2018, eu trabalhava na PRODAM como UX Designer junto com a Bruna Ferreira, que era especialista em usabilidade. A gente recebeu o desafio de digitalizar o "Provão", a avaliação do programa supletivo oferecido pela SEDUC (Secretaria de Educação) para formar pessoas nos ensinos fundamental e médio em municípios do Amazonas.

Para você ter uma ideia da escala: só em 2022, o programa certificou mais de 33 mil pessoas. E a gente estava lidando com um cenário bem particular do estado, municípios espalhados pela floresta amazônica, muitos acessíveis só de barco, com conectividade de internet extremamente precária.

Em 2018, eu trabalhava na PRODAM como UX Designer junto com a Bruna Ferreira, que era especialista em usabilidade. A gente recebeu o desafio de digitalizar o "Provão", a avaliação do programa supletivo oferecido pela SEDUC (Secretaria de Educação) para formar pessoas nos ensinos fundamental e médio em municípios do Amazonas.

Para você ter uma ideia da escala: só em 2022, o programa certificou mais de 33 mil pessoas. E a gente estava lidando com um cenário bem particular do estado, municípios espalhados pela floresta amazônica, muitos acessíveis só de barco, com conectividade de internet extremamente precária.

"Complicado viu"

Antes da digitalização, o processo era assim: provas em papel de múltipla escolha eram aplicadas nos municípios; um professor ficava responsável por coletar todos os resultados; as provas eram digitalizadas e armazenadas em pendrives, discos rígidos e CDs; e alguém viajava de barco até Manaus (a capital) para entregar fisicamente. Lá na capital as notas eram contabilizadas e os certificados voltavam para os municípios pelo mesmo caminho.

Os problemas desse processo eram vários. O custo era absurdo, passagem de barco custava entre 200 a 800 reais dependendo da distância. O tempo também era gigante, levava de 15 dias a meses para o resultado chegar no aluno. Tinha o risco de perda também; o dispositivo podia ser corrompido, perdido, danificado ou roubado no meio do caminho. E por fim, o alcance era limitado; só alguns municípios eram atendidos por conta da logística complicada.

Além disso, a gente tinha dois agravantes: o prazo era apertado, o projeto precisava entrar no ar em 2019 paras inscrições começarem, e estávamos próximos de uma mudança de diretoria, uma reestruturação completa da instituição que poderia travar todos os projetos.

Antes da digitalização, o processo era assim: provas em papel de múltipla escolha eram aplicadas nos municípios; um professor ficava responsável por coletar todos os resultados; as provas eram digitalizadas e armazenadas em pendrives, discos rígidos e CDs; e alguém viajava de barco até Manaus (a capital) para entregar fisicamente. Lá na capital as notas eram contabilizadas e os certificados voltavam para os municípios pelo mesmo caminho.

Os problemas desse processo eram vários. O custo era absurdo, passagem de barco custava entre 200 a 800 reais dependendo da distância. O tempo também era gigante, levava de 15 dias a meses para o resultado chegar no aluno. Tinha o risco de perda também; o dispositivo podia ser corrompido, perdido, danificado ou roubado no meio do caminho. E por fim, o alcance era limitado; só alguns municípios eram atendidos por conta da logística complicada.

Além disso, a gente tinha dois agravantes: o prazo era apertado, o projeto precisava entrar no ar em 2019 paras inscrições começarem, e estávamos próximos de uma mudança de diretoria, uma reestruturação completa da instituição que poderia travar todos os projetos.

Onde eu atuava nisso tudo?

Onde eu atuava nisso tudo?

Eu era UX/UI Designer e dividia as responsabilidades com a Bruna Ferreira. A dinâmica era bem colaborativa; ela era especialista em usabilidade e eu ajudava na parte de experiência do usuário enquanto construía a interface. Quando um tinha dificuldade em algo, o outro ajudava. Foi muito bom trabalhar assim; cresci muito nesse período.

O time era enxuto: Eu e Bruna (designers), 1 dev frontend Sr, 1 dev backend Sr e 1 gerente de produto.

Minhas responsabilidades principais eram facilitar o processo de descoberta e pesquisa com a Bruna, facilitar as sessões de planejamento do produto, criar a arquitetura de informação e fluxos, desenhar toda a interface do sistema, conduzir testes de usabilidade e trabalhar com engenharia na implementação.

O que eu não fiz: a pesquisa quantitativa inicial foi feita pela Bruna em conjunto com pessoas da SEDUC, e decisões estratégicas de produto foram definidas por ela junto com o gerente de produto.

Eu era UX/UI Designer e dividia as responsabilidades com a Bruna Ferreira. A dinâmica era bem colaborativa; ela era especialista em usabilidade e eu ajudava na parte de experiência do usuário enquanto construía a interface. Quando um tinha dificuldade em algo, o outro ajudava. Foi muito bom trabalhar assim; cresci muito nesse período.

O time era enxuto: Eu e Bruna (designers), 1 dev frontend Sr, 1 dev backend Sr e 1 gerente de produto.

Minhas responsabilidades principais eram facilitar o processo de descoberta e pesquisa com a Bruna, facilitar as sessões de planejamento do produto, criar a arquitetura de informação e fluxos, desenhar toda a interface do sistema, conduzir testes de usabilidade e trabalhar com engenharia na implementação.

O que eu não fiz: a pesquisa quantitativa inicial foi feita pela Bruna em conjunto com pessoas da SEDUC, e decisões estratégicas de produto foram definidas por ela junto com o gerente de produto.

Construindo as bases

Construindo as bases

Escolhendo a metodologia certa para o momento

Com time pequeno, prazo curto e uma reestruturação chegando, eu, a Bruna e o gerente de produto optamos por fazer uma Lean Inception, metodologia do Paulo Caroli que tinha acabado de publicar o livro na época.

Por que essa metodologia? Simples: ela foca em entregar um produto mínimo viável. A gente poderia fazer uma entrega funcional logo e ir incrementando ao longo do processo, com menor impacto da reestruturação que vinha.

Escolhendo a metodologia certa para o momento
Com time pequeno, prazo curto e uma reestruturação chegando, eu, a Bruna e o gerente de produto optamos por fazer uma Lean Inception, metodologia do Paulo Caroli que tinha acabado de publicar o livro na época.
Por que essa metodologia? Simples: ela foca em entregar um produto mínimo viável. A gente poderia fazer uma entrega funcional logo e ir incrementando ao longo do processo, com menor impacto da reestruturação que vinha.

Mapeando um processo complicado demais

Mapeando um processo complicado demais

Precisávamos entender esse fluxo todo de ponta a ponta. Então fizemos uma coleta de dados bem ampla. Extraímos feedbacks de fóruns, grupos de Facebook, Reclame Aqui e SAC da secretaria. Entrevistamos 8 pessoas entre a alta gestão, os monitores e os professores que aplicavam as provas. Coletamos informações de 26 municípios diferentes. 4 entrevistas foram presenciais, outras remotas via telefone, todas estruturadas.

O que a gente descobriu foi interessante. Além da questão óbvia da conectividade precária, teve um ponto que foi surreal para a gente na época: uma pessoa só era responsável por coletar todas as provas do município e enviar para capital. A responsabilidade (e o risco) caía em cima de um professor.

Outro ponto: quanto mais longe da capital, menos acesso à tecnologia. Mas todos os municípios que entrevistamos tinham pelo menos um computador, TV e celulares disponíveis. A questão tecnológica era uma barreira mais emocional do que física; causava estranheza e até medo em alguns casos.

Criamos alguns artefatos para organizar tudo isso: mapas de serviço, mapas de jornada do usuário, mapa de oportunidades e personas. A jornada deixou claro que a internet era o problema recorrente dos municípios. E a solução que o cliente já tinha construído (pendrive físico) era cara, demorada e vulnerável.

Precisávamos entender esse fluxo todo de ponta a ponta. Então fizemos uma coleta de dados bem ampla. Extraímos feedbacks de fóruns, grupos de Facebook, Reclame Aqui e SAC da secretaria. Entrevistamos 8 pessoas entre a alta gestão, os monitores e os professores que aplicavam as provas. Coletamos informações de 26 municípios diferentes. 4 entrevistas foram presenciais, outras remotas via telefone, todas estruturadas.

O que a gente descobriu foi interessante. Além da questão óbvia da conectividade precária, teve um ponto que foi surreal para a gente na época: uma pessoa só era responsável por coletar todas as provas do município e enviar para capital. A responsabilidade (e o risco) caía em cima de um professor.

Outro ponto: quanto mais longe da capital, menos acesso à tecnologia. Mas todos os municípios que entrevistamos tinham pelo menos um computador, TV e celulares disponíveis. A questão tecnológica era uma barreira mais emocional do que física; causava estranheza e até medo em alguns casos.

Criamos alguns artefatos para organizar tudo isso: mapas de serviço, mapas de jornada do usuário, mapa de oportunidades e personas. A jornada deixou claro que a internet era o problema recorrente dos municípios. E a solução que o cliente já tinha construído (pendrive físico) era cara, demorada e vulnerável.

O momento crítico: como resolver a transmissão de dados?

O momento crítico: como resolver a transmissão de dados?

Reunimos o time e fizemos um brainstorm com pessoas da alta gestão da secretaria e da SEDUC, além do time de engenharia. A gente também trouxe os usuários para dentro do processo.

Saíram 13 ideias para resolver esse gargalo da conectividade. Todas eram boas, mas tínhamos orçamento limitado e tempo curto para executar o produto mínimo.

Algumas ideias que foram descartadas:

Reunimos o time e fizemos um brainstorm com pessoas da alta gestão da secretaria e da SEDUC, além do time de engenharia. A gente também trouxe os usuários para dentro do processo.

Saíram 13 ideias para resolver esse gargalo da conectividade. Todas eram boas, mas tínhamos orçamento limitado e tempo curto para executar o produto mínimo.

Algumas ideias que foram descartadas:

Continuar com coleta física, mas usar SSD, que tinha menos risco de dano e violação que pendrive.

Descartamos porque continuava caro e outra solução parecia bem mais atrativa.

Outra ideia era transferir provas para municípios próximos e levar em conjunto para capital, diminuindo as viagens.

Mas, apesar de haver menos risco, o processo parecia levar mais tempo e ficava mais vulnerável.

Continuar com coleta física, mas usar SSD, que tinha menos risco de dano e violação que pendrive.

Descartamos porque continuava caro e outra solução parecia bem mais atrativa.

Outra ideia era transferir provas para municípios próximos e levar em conjunto para capital, diminuindo as viagens.

Mas, apesar de haver menos risco, o processo parecia levar mais tempo e ficava mais vulnerável.

Chegamos em uma ideia meio que por acaso, soltei num brainstorm:

Chegamos em uma ideia meio que por acaso, soltei num brainstorm:
"Se tivesse como mandar os arquivos via aqueles modems de celular, né?"

"Se tivesse como mandar os arquivos via aqueles modems de celular, né?"

E o time de engenharia topou o desafio.
A solução foi criar um bot em Python instalado num modem-pendrive com chip de celular e internet, que ficaria alocado no computador principal da instituição municipal.

E o time de engenharia topou o desafio.

A solução foi criar um bot em Python instalado num modem-pendrive com chip de celular e internet, que ficaria alocado no computador principal da instituição municipal.

Como funcionava: finalizava o período de prova, o bot enviava automaticamente os dados para o data center da capital quando captava internet na rede. Os arquivos eram criptografados e divididos em partes para não serem corrompidos por interrupções de envio. Municípios sem sinal de celular (que eram poucos) se deslocariam até o município mais próximo com sinal para transmitir.

Por que essa solução fazia sentido? Custo baixo, um modem desse tipo custava em média 200 reais, enquanto uma passagem de barco podia custar 800. Tempo reduzido drasticamente de dias/meses para minutos. Segurança maior, dados criptografados sem risco de perda física do dispositivo. E ainda viabilizava atender mais do dobro de municípios do que antes.

Não sei se colocaram em prática essa solução do modem-bot no final (meu contrato acabou), mas sei que o sistema foi para o ar e está sendo usado até hoje.

Como funcionava: finalizava o período de prova, o bot enviava automaticamente os dados para o data center da capital quando captava internet na rede. Os arquivos eram criptografados e divididos em partes para não serem corrompidos por interrupções de envio. Municípios sem sinal de celular (que eram poucos) se deslocariam até o município mais próximo com sinal para transmitir.

Por que essa solução fazia sentido? Custo baixo, um modem desse tipo custava em média 200 reais, enquanto uma passagem de barco podia custar 800. Tempo reduzido drasticamente de dias/meses para minutos. Segurança maior, dados criptografados sem risco de perda física do dispositivo. E ainda viabilizava atender mais do dobro de municípios do que antes.

Não sei se colocaram em prática essa solução do modem-bot no final (meu contrato acabou), mas sei que o sistema foi para o ar e está sendo usado até hoje.

Priorizando funcionalidades para o produto mínimo

Priorizando funcionalidades para o produto mínimo

Durante as sessões de planejamento, nós tínhamos 2 semanas para construção do protótipo funcional. Então priorizamos o essencial: ambiente online onde o aluno acessa via tablet ou computador da instituição, sistema de autenticação por CPF, aplicação da prova digital com timer, funcionamento sem internet (sincroniza quando pega sinal) e painel administrativo básico para a SEDUC.

Ficou para o futuro: cadastro remoto online, área de materiais de estudo, histórico completo do aluno, e painéis para gestores e pais acompanharem evolução.

Focamos primeiro no perfil do aluno pela da urgência em ter uma nova turma no ano seguinte.

Durante as sessões de planejamento, nós tínhamos 2 semanas para construção do protótipo funcional. Então priorizamos o essencial: ambiente online onde o aluno acessa via tablet ou computador da instituição, sistema de autenticação por CPF, aplicação da prova digital com timer, funcionamento sem internet (sincroniza quando pega sinal) e painel administrativo básico para a SEDUC.

Ficou para o futuro: cadastro remoto online, área de materiais de estudo, histórico completo do aluno, e painéis para gestores e pais acompanharem evolução.

Focamos primeiro no perfil do aluno pela da urgência em ter uma nova turma no ano seguinte.

Testando com quem realmente importa

Testando com quem realmente importa

Testamos o protótipo com 5 pessoas: 3 sem familiaridade com sistemas e 2 com mais vivência tecnológica.

Testamos o protótipo com 5 pessoas: 3 sem familiaridade com sistemas e 2 com mais vivência tecnológica.

Ícones confundiam

Ícones confundiam

Eles preferiam que estivesse escrito. Então removemos ícones sem texto de apoio.

Eles preferiam que estivesse escrito. Então removemos ícones sem texto de apoio.

Ilustrações da identidade visual

Ilustrações da identidade visual

Os Usuários se distraiam com ilustrações da identidade visual, então retiramos todas e deixamos um card principal focado.

Os Usuários se distraiam com ilustrações da identidade visual, então retiramos todas e deixamos um card principal focado.

Timer causava ansiedade

Timer causava ansiedade

O timer da prova causava ansiedade, e prejudicava o resultado do usuário, o deixamos mais discreto e adicionamos avisos sonoros em intervalos especificos de tempo

O timer da prova causava ansiedade, e prejudicava o resultado do usuário, o deixamos mais discreto e adicionamos avisos sonoros em intervalos especificos de tempo

Progresso

Progresso

Faltava a noção de progresso também. Criamos feedback visual na progressão das questões, o usuário via o que acertou e o que ainda faltava responder, com liberdade para navegar entre as questões da interface.

Ícones confundiam

Eles preferiam que estivesse escrito. Então removemos ícones sem texto de apoio.

Ilustrações da identidade visual

Os Usuários se distraiam com ilustrações da identidade visual, então retiramos todas e deixamos um card principal focado.

Timer causava ansiedade

O timer da prova causava ansiedade, e prejudicava o resultado do usuário, o deixamos mais discreto e adicionamos avisos sonoros em intervalos especificos de tempo

Progresso

Faltava a noção de progresso também. Criamos feedback visual na progressão das questões, o usuário via o que acertou e o que ainda faltava responder, com liberdade para navegar entre as questões da interface.

As pessoas com dificuldade tecnológica conseguiram terminar a prova. Claro que com um pouco de dificuldade, creio que por conta da cultura e do medo da tecnologia, mas nada que prejudicasse o desempenho deles.

As pessoas com dificuldade tecnológica conseguiram terminar a prova. Claro que com um pouco de dificuldade, creio que por conta da cultura e do medo da tecnologia, mas nada que prejudicasse o desempenho deles.

Como funciona a prova

O aluno acessa o dispositivo (celular, tablet ou computador; a plataforma era responsiva). Digita o CPF e o sistema busca na base de dados as matérias que ele vai fazer. Aparece um termo de aceite concordando com a aplicação da prova (infelizmente não podíamos mexer no texto, então era grande e cheio de cláusulas jurídicas). Depois vêm as instruções: tempo, quantidade de questões, matérias, botões principais e finalização. Após a confirmação, a prova se inicia e o timer dispara. Durante a prova, o usuário responde às questões, pode navegar entre elas, vê feedback visual de progresso. Ao terminar, o sistema volta à tela principal para inserção de um novo CPF.

Uma funcionalidade que o cliente exigiu: o administrador da SEDUC podia escolher se exibia resultado, histórico e outras informações de imediato ou não.

Ponto importante: a prova funcionava sem internet e transmitia o resultado para capital quando captava sinal.

Como funciona a prova

O aluno acessa o dispositivo (celular, tablet ou computador; a plataforma era responsiva). Digita o CPF e o sistema busca na base de dados as matérias que ele vai fazer. Aparece um termo de aceite concordando com a aplicação da prova (infelizmente não podíamos mexer no texto, então era grande e cheio de cláusulas jurídicas). Depois vêm as instruções: tempo, quantidade de questões, matérias, botões principais e finalização. Após a confirmação, a prova se inicia e o timer dispara. Durante a prova, o usuário responde às questões, pode navegar entre elas, vê feedback visual de progresso. Ao terminar, o sistema volta à tela principal para inserção de um novo CPF.

Uma funcionalidade que o cliente exigiu: o administrador da SEDUC podia escolher se exibia resultado, histórico e outras informações de imediato ou não.

Ponto importante: a prova funcionava sem internet e transmitia o resultado para capital quando captava sinal.

Decisões de interface

Não tínhamos um sistema de design estruturado, só uma identidade visual. Mas a interface tinha que obedecer às regras de usabilidade, acessibilidade e adequação para baixa escolaridade exigidas pelo governo, além de seguir a identidade do órgão.

As principais decisões foram: hierarquia visual clara priorizando conteúdo sobre decoração, contraste alto para facilitar leitura, botões grandes e com texto descritivo (nada de só ícones), navegação simplificada entre questões, timer discreto, mas com alerta sonoro, e feedback constante de progresso.

Decisões de interface

Não tínhamos um sistema de design estruturado, só uma identidade visual. Mas a interface tinha que obedecer às regras de usabilidade, acessibilidade e adequação para baixa escolaridade exigidas pelo governo, além de seguir a identidade do órgão.

As principais decisões foram: hierarquia visual clara priorizando conteúdo sobre decoração, contraste alto para facilitar leitura, botões grandes e com texto descritivo (nada de só ícones), navegação simplificada entre questões, timer discreto, mas com alerta sonoro, e feedback constante de progresso.

O que mudou

O que mudou

A reestruturação da diretoria aconteceu; toda a liderança de times e clientes mudou. Meu contrato também finalizou no final de 2019, então não consegui acompanhar a evolução do produto de perto.

Estávamos alocados em 2 ou 3 projetos de uma vez, então foi bem corrido.

Mas aqui estão alguns resultados:

A reestruturação da diretoria aconteceu; toda a liderança de times e clientes mudou. Meu contrato também finalizou no final de 2019, então não consegui acompanhar a evolução do produto de perto.
Estávamos alocados em 2 ou 3 projetos de uma vez, então foi bem corrido.

Mas aqui estão alguns resultados:

De 15 dias para 30 minutos

De 15 dias para 30 minutos

A divulgação do resultado da prova e de emissão do certificado diminuiu drasticamente de +15 dias para 30 minutos após transmissão dos dados.

A divulgação do resultado da prova e de emissão do certificado diminuiu drasticamente de +15 dias para 30 minutos após transmissão dos dados.

80% mais econômico

80% mais econômico

O custo teve redução drástica de passagens de barco (de 200 a 800 reais por viagem) para custos pontuais com internet.

O custo teve redução drástica de passagens de barco (de 200 a 800 reais por viagem) para custos pontuais com internet.

Escala e continuidade

Escala e continuidade

O sistema foi ao ar no início de 2020 e está sendo usado até hoje pelos municípios do Amazonas. O número de inscrições e municípios tem aumentado.

O sistema foi ao ar no início de 2020 e está sendo usado até hoje pelos municípios do Amazonas. O número de inscrições e municípios tem aumentado.

Expansão de domínio

Expansão de domínio

O alcance expandiu para mais do dobro de municípios, já que a solução digital viabilizava logística em lugares antes inacessíveis

O alcance expandiu para mais do dobro de municípios, já que a solução digital viabilizava logística em lugares antes inacessíveis

De 15 dias para 30 minutos

A divulgação do resultado da prova e de emissão do certificado diminuiu drasticamente de +15 dias para 30 minutos após transmissão dos dados.

80% mais econômico

O custo teve redução drástica de passagens de barco (de 200 a 800 reais por viagem) para custos pontuais com internet.

Escala e continuidade

O sistema foi ao ar no início de 2020 e está sendo usado até hoje pelos municípios do Amazonas. O número de inscrições e municípios tem aumentado.

Expansão de domínio

O alcance expandiu para mais do dobro de municípios, já que a solução digital viabilizava logística em lugares antes inacessíveis

Esse produto mudou completamente a forma como trabalho hoje.

Esse produto mudou completamente a forma como trabalho hoje.

Sobre descoberta, aprendi a fortalecer meu lado em pesquisa e descobri na prática que o problema é bem mais profundo do que pensamos. Existem vários limitadores além do aspecto tecnológico: culturais, logísticos, cognitivos e até fisiológicos.

Sobre impacto, antigamente eu pensava muito em interface, pixel-perfect, aquela coisa toda. Hoje eu sei que o visual conta, mas resolver o problema por trás vale muito mais, ainda mais quando impacta centenas e milhares de pessoas. Soluções simples e diretas trazem mais satisfação.

Sobre restrições, trabalhar com orçamento limitado, prazo apertado e incerteza institucional me ensinou a priorizar de verdade. Nem tudo precisa estar perfeito no produto mínimo, precisa funcionar e resolver a dor principal.

O que eu faria diferente?

Hoje eu adicionaria uma camada de acompanhamento de métricas da solução desde o início: taxa de conclusão de provas, feedbacks contínuos, notícias e outros aspectos. Como foi muito rápido e estávamos em vários projetos, não conseguimos fazer esse acompanhamento depois do lançamento.

Sobre descoberta, aprendi a fortalecer meu lado em pesquisa e descobri na prática que o problema é bem mais profundo do que pensamos. Existem vários limitadores além do aspecto tecnológico: culturais, logísticos, cognitivos e até fisiológicos.

Sobre impacto, antigamente eu pensava muito em interface, pixel-perfect, aquela coisa toda. Hoje eu sei que o visual conta, mas resolver o problema por trás vale muito mais, ainda mais quando impacta centenas e milhares de pessoas. Soluções simples e diretas trazem mais satisfação.

Sobre restrições, trabalhar com orçamento limitado, prazo apertado e incerteza institucional me ensinou a priorizar de verdade. Nem tudo precisa estar perfeito no produto mínimo, precisa funcionar e resolver a dor principal.

O que eu faria diferente?

Hoje eu adicionaria uma camada de acompanhamento de métricas da solução desde o início: taxa de conclusão de provas, feedbacks contínuos, notícias e outros aspectos. Como foi muito rápido e estávamos em vários projetos, não conseguimos fazer esse acompanhamento depois do lançamento.

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